Editorias / Meio Ambiente
Rios de Mato Grosso do Sul começam a sentir efeitos da estiagem
Baixo volume de chuvas deve atingir o Estado até setembro
Inara Silva / Campo Grande News
Os rios de Mato Grosso do Sul começam a apresentar sinais de recuo com o fim do período chuvoso em julho. O rio Aquidauana, afluente do Paraguai, e os rios Pardo e Dourados, da bacia do Paraná, já registram níveis abaixo da referência, segundo medição do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul. A tendência é de baixo volume de chuvas até setembro, com possibilidade de novos pontos em condição de seca. O rio Aquidauana registrou 192 centímetros na sexta-feira, abaixo do nível de estiagem de 200 centímetros, com redução de um centímetro por dia. A previsão indica retorno do ciclo de chuvas em outubro.
Embora, de forma geral, a Bacia Hidrográfica do Rio Paraguai esteja com nível dos rios acima da média histórica, no trecho de Aquidauana, a régua media 192 centímetros nesta sexta-feira (18), bem abaixo do nível de estiagem para o local, que é fixado em 200 centímetros. Na quinta-feira (17), o rio estava com 193, e na quarta-feira (16), em 194, o que mostra a redução de um centímetro por dia.
O Imasul tem outros três pontos de medição entre os rios Aquidauana e Miranda: Palmeiras, Estrada MT-738 e Miranda. Todas com níveis estão longe da estiagem. Além do Aquidauana e Miranda, a Bacia Hidrográfica do Rio Paraguai é composta ainda pelos rios Piquiri, Cuiabá, Paraguai e Taquari.
Já a Bacia Hidrográfica do Rio Paraná está com dois de seus três rios com medição abaixo do nível de referência: O rio Pardo, na fazenda Buriti, e o rio Dourados, em Dourados. Já a estação que mede o nível do rio Aporé, em Cassilândia, está sem transmitir dados desde janeiro deste ano.
O rio Pardo estava com a altura de 295 centímetros na sexta-feira (18), enquanto o rio Dourados marcava 90 centímetros na mesma data. Conforme o relatório do Imasul, as referências para estes rios são 303 e 112 centímetros, respectivamente.
Os dados foram retirados do Sistema Hidro - Telemetria, mantido pela Ana (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) e disponibilizados por meio de relatório do Imasul.
Conforme o relatório, a tendência, até setembro, é de baixo volume de chuvas com a possibilidade de novos pontos em condição de seca. Segundo a previsão, o ciclo de chuvas deve retornar em outubro.
Comentários

Primeira página


