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Família é alvo de operação por sonegação fiscal de R$ 779 milhões em MS
Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão e investigação apurou que esquema durou décadas
Ana Paula Chuva / Campo Grande News
A Polícia Civil deflagrou a operação DNA Fiscal para desarticular organização criminosa familiar suspeita de causar prejuízo de R$ 779 milhões aos cofres públicos. O esquema envolvia sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial, com movimentações superiores a R$ 1 milhão mensais. O grupo declarava o ICMS mas não efetuava o pagamento. Quando as dívidas acumulavam, novas empresas eram abertas para continuar o esquema. A operação identificou três núcleos: gerencial, de laranjas e financeiro. A Justiça autorizou bloqueio de ativos e quebra de sigilo fiscal dos investigados.
A ação foi coordenada contou apoio técnico da PGE (Procuradoria-Geral do Estado) e da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda). Nesta manhã foram cumpridos mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo investigado, com autorização judicial.
O que grupo declarava o ICMS, mas não efetuava o pagamento dos tributos. Quando as dívidas se acumulavam e as empresas eram alvo de sanções, os envolvidos abriam novas pessoas jurídicas, mantendo as mesmas atividades, funcionários e fornecedores, a fim de perpetuar o esquema sob novos nomes.
Segundo a Polícia Civil, as operações envolviam movimentações superiores a R$ 1 milhão por mês, segundo dados obtidos a partir de alertas de instituições financeiras. Também participação da ação policiais civis de Nioaque e da Deccor (Divisão Estadual de Combate à Corrupção) de Maringá (PR).
Não foi divulgado quantas ordens judiciais são cumpridas. Um do locais onde as equipes estiveram é o Residencial Bariloche na Vila Carlota em Campo Grande.
O esquema era estruturado em três núcleos principais:
- Núcleo Gerencial – formado pelos verdadeiros administradores das empresas, que comandavam as operações sem constar formalmente nos quadros societários;
- Núcleo de Interpostos (“laranjas') – composto por pessoas de baixa renda incluídas como sócias ou administradoras para ocultar os reais beneficiários;
- Núcleo Financeiro – responsável pela movimentação de dinheiro em espécie e ocultação patrimonial por meio de empresas de fachada, dificultando o rastreamento dos valores.
Conforme o Dracco, os suspeitos pertencem a uma mesma família que, há décadas, teria repetido o modelo de fraude e ocultação patrimonial. Durante a operação, a Justiça autorizou bloqueio de ativos, quebra de sigilo fiscal, acesso a dados eletrônicos apreendidos e o compartilhamento de provas com a PGE e a Sefaz.
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