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Alvo da Successione, empresário tem 48h para reinstalar tornozeleira eletrônica
Em junho de 2025, a Justiça determinou o monitoramento de José Eduardo Abdulahad, o "Zeizo", por 180 dias
Ana Paula Chuva / Campo Grande News
O empresário José Eduardo Abdulahad, o “Zeizo', foi intimado pela Justiça a comparecer, no prazo de 48 horas, à UMMVE (Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual) para reinstalação de tornozeleira eletrônica. A decisão consta em despacho recente dentro de petição criminal vinculada à investigação sobre organização criminosa.
A determinação, publicada no Diário da Justiça desta terça-feira (7), está relacionada ao processo que apura crimes de promoção, constituição, financiamento ou integração de organização criminosa no âmbito da operação conhecida como Successione, que tramita em sigilo. O despacho menciona informações juntadas anteriormente aos autos e reforça a necessidade de restabelecimento da medida cautelar já imposta em outro processo.
Em junho de 2025, a Justiça deferiu a soltura de 'Zeizo' mediante monitoramento eletrônico por 180 dias. O empresário nunca foi preso e respondeu ao processo apenas através de seu advogado.
José foi um dos principais alvos da operação Successione. A investigação apontou que ele atuava como gerente do grupo que tentava retomar o controle do jogo do bicho na Capital. Ele chegou a ser considerado foragido por meses, período em que a defesa tentou anular provas alegando a invasão de domicílio que funcionaria como “QG' para a quadrilha.
O Campo Grande News procurou um dos advogados de José e aguarda o retorno.
A operação – A Successione saiu às ruas de Campo Grande e Ponta Porã em dezembro de 2023 para prender 10 pessoas e cumprir 13 mandados de busca e apreensão. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) amanheceu na porta da casa do deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL).
Segundo levantamentos, a organização criminosa, que age de maneira violenta para estabelecer seu domínio, mesmo depois de uma ação policial ocorrida em outubro de 2023, continuou a investir na aquisição de máquinas para operar o jogo do bicho nesta Capital.
Ao final das três etapas da operação, 15 pessoas se tornaram rés. Cada qual, à sua maneira, integrava organização criminosa armada, estruturalmente ordenada e com divisão de tarefas, voltada à exploração ilegal do jogo do bicho, aos roubos triplamente majorados, à corrupção e a outros crimes graves.
O nome da operação faz alusão à atual disputa pelo controle do “jogo do bicho', em Campo Grande, com a chegada de novos grupos criminosos que migraram para a Capital após a “Operação Omertà'.
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